11/07/2005 22:42
Madagascar
(Madagascar, EUA, 2005)
Gênero: Animação
Duração: 125 min
Distribuidora: Buena Vista
Elenco: Ben Stiller, Chris Rock, David Schwimmer, Jada Pinkett Smith, Sacha Baron Cohen, Cedric the Entertainer, Tom McGrath, Christopher Knights, Chris Miller, Andy Richter, Conrad Vernon
Diretor: Eric Darnell e Tom MCGrath
Nunca um longa metragem animado foi tão aguardado pelo grande público quanto “Madagascar”, nova empreitada da Dreamworks. Mais uma vez o estúdio tenta se firmar junto a uma parcela do mercado cinematográfico cada vez mais competitivo e que vem se abrindo dia após dia para novos talentos e produções não americanas – vez ou outra bem melhores do que muita baboseira lançada pelos grandes estúdios.
Dirigido por Eric Darnell e Tom McGrath, “Madagascar” conta com dois grandes trunfos capazes de segurar a história e de disfarçar a fragilidade de um roteiro extremamente preguiçoso. A primeira dessas cartas nas mangas é quanto aos personagens (todos muito cativantes, meigos e engraçados). A segunda, e não menos importante é quanto ao visual, uma mistura de cores e traços que dão um charme especial à película. Mas a coisa para por aí.
A história é a seguinte: Alex, o leão, é um “sujeito” feliz por ser a atração principal do Zooloógico do Central Park de Nova York. Ele e seus amigos Marty (a Zebra), Melman (a Girafa), e Glória (a Hipopótama), viveram desde sempre num cativeiro paradisíaco, com abundância de comida e vistas independentes para o parque. Mas Marty deixa a curiosidade falar mais alto e, com a ajuda de uns prodigiosos pingüins, resolve fugir para explorar o mundo fora do zôo, com a intenção de voltar antes do amanhecer.
No meio da noite, Alex, Melman e Glória descobrem a ausência do amigo e decidem trazer Marty de volta antes que alguém dê pela falta deles. Porém, mesmo na cidade de Nova York, um leão, uma girafa e uma hipopótama vagando pelas ruas e pegando o metrô chamam a atenção das pessoas. Alex, Melman e Glória acham Marty na Grand Central Station, mas antes que consigam pegar o trem de volta ao zoológico são capturados e enviados de navio para a África.
Quando aqueles mesmos pingüins sabotam o navio onde estão todos, Alex, Marty, Melman e Glória se vêem atirados ao mar e chegando no litoral da exótica ilha de Madagascar. A partir daí esses nova-iorquinos nativos terão que se virar para sobreviver. Mas é exatamente deste ponto em diante que o filme passa a perder fôlego.
O desenrolar da história (depois de seus 20 minutos iniciais) dão a sensação de que ela é formada por pequenos fragmentos abordados de maneira incompetente pelos roteiristas que diante de um leque de possibilidades estrondosas não conseguiram trabalhar uma idéia e leva-la até o fim de maneira satisfatória. Há um esforço claro e desnecessário em se fazer citações a filmes famosos como “Náufrago”, “Beleza Americana” e “Carruagens de Fogo” num modo de disfarçar um trabalho feito exclusivamente para o público infantil (algo raro nos dias de hoje).
Não é difícil perceber que “Madagascar” peca por querer ser mais do que um filme para crianças. Apesar de alguns pequenos problemas é divertido como passatempo e não mais do que isso. Está disponível em cópias dubladas e legendas.
Assistido em 28/06 (18h30) no Cinemark 2 do Shopping Praiamar - Santos/SP
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enviada por Rodrigo
29/06/2005 22:45
De-Lovely
(De-Lovely, EUA, Inglaterra, 2004)
Gênero: Musical
Duração: 125 min
Distribuidora: MGM
Elenco: Kevin Kline, Ashley Judd, Jonathan Pryce, Kevin McNally, Sandra Nelson, Allan Corduner, Peter Polycarpou, Keith Allen, James Wilby, Kevin McKidd, Richard Dillane
Diretor: Irwin Winkler
“De-Lovely – Vida e Amores de Cole Porter” parece ter sido feito para vender CD. Prova disso é a presença de figuras de destaque na indústria pop atual em participações especiais e regravações que renderam uma trilha sonora que surpreende pelas escolhas corretas. Alanis Morrissette, por exemplo, está doce na dose certa ao interpretar “Let’s Do It”. Sheryl Crow é o charme em pessoa com “Begin the Beguine” (extremamente mal traduzida, diga-se de passagem) e até mesmo o fraco Robbie Williams surpreende ao cantar a música tema de maneira mais do que satisfatória.
De fato a trilha é melhor do que o filme em si. Falta algo em “De-Lovely” capaz de coloca-lo entre os bons musicais da nova safra do cinema. Suas locações são impecáveis, sua direção de arte não derrapa em nenhum momento e seus figurinos são esplendorosos. Mesmo assim aquele sentimento ruim de que falta alguma coisa paira no ar.
Logo no início já temos a impressão de que o diretor está disposto a emocionar (talvez seja esse o grande problema, não sei). Sozinho em seu apartamento em Nova York, Cole Porter recebe uma visita inesperada. O estranho chama-se Gabe e o leva para um teatro vazio onde pessoas que fizeram parte de sua vida estão no palco. Numa retrospectiva, ele vê seus amores, a esposa, amigos e companheiros de trabalho num grande musical que remonta sua brilhante trajetória artística.
Tudo começa nos anos 20 em Paris, quando ele conhece Linda, que seria sua companheira em momentos felizes e tristes da vida. O fio condutor passa também por seus triunfos em escrever musicais, sua intensa vontade de viver e algumas decepções. O filme revela também o trágico momento em que sofreu um acidente que deixou sérias seqüelas em suas duas pernas (fato já retratado há décadas em “Night and Day”).
Obviamente “De-Lovely” é muito mais honesto do que o filme estrelado por Cary Grant. Cole Porter era homossexual e mantinha casos com vários homens durante o casamento que durou 38 anos. Parte destes relacionamentos são retratados de forma honesta durante o decorrer da narrativa (surpreendendo de certa maneira aqueles que esperam uma biografia burocrática do compositor).
Kevin Kline é “simpático e bonito demais” para viver Cole Porter (o que não quer dizer que ele esteja ruim em cena, pelo contrário, o ator se esforça para viver o compositor e se saí muito bem, especialmente na segunda metade do filme). Ashley Judd foi uma escolha correta para o papel de Linda, esposa de Porter. Pena que ela não tenha tido espaço suficiente para trabalhar as angustias de sua personagem.
“De-lovely – Vida e Amores de Cole Porter” é um trabalho que decepciona de certa maneira. Serve ao menos para que a nova geração conheça melhor o trabalho deste grande compositor, cujas canções foram eternizadas por Ella Fitzgerald, Frank Sinatra, entre tantos outros. Se essa foi a intenção do diretor trata-se um trabalho válido. Infelizmente, a impressão que tenho é que ele não quis ir muito além e pensando bem, acho que esse é o grande problema do filme (o “algo mais” que parece ter faltado).
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enviada por Rodrigo
22/06/2005 21:57
O Guia do Mochileiro das Galáxias
(The Hitchhiker's Guide to the Galaxy, Inglaterra, EUA, 2005)
Gênero: Ficção-Cientifica
Duração: 110 min
Distribuidora: BVI
Elenco: Sam Rockwell, Mos Def, Zooey Deschanel, Martin Freeman, Bill Nighy, Warwick Davis, Anna Chancellor e John Malkovich. Vozes de Alan Rickman, Helen Mirren, José Wilker (versão brasileira).
Diretor: Garth Jennings
O livro nunca foi um grande sucesso no Brasil. Já no Reino Unido e nos Estados Unidos o número de fãs chega a ser impressionante. Para se ter uma idéia, lá fora, o “Guia do Mochileiro das Galáxias” possui mais quatro volumes (“O Restaurante no Fim do Universo”, “Vida, o Universo e Tudo Mais”, “Adeus e Obrigado Pelos Peixes” e “Geralmente Inofensivo”). O lançamento de pelo menos mais dois filmes já foram confirmados, especialmente depois da boa recepção por parte do público dessa primeira adaptação.
Infelizmente, apenas o enredo curioso e o humor inglês é que salvam a produção de um desastre maior. Com um roteiro apressado e por vezes preguiçoso, por diversas vezes temos a impressão de que não houve uma grande preocupação por parte do diretor e do roteirista em dar explicações melhores a determinados acontecimentos. Alguns fatos e conclusões, por exemplo, são jogados no nosso colo como se já soubéssemos muito bem o que se passa (a fita parece ter sido feita para os fãs e nada mais). O desfecho também é ligeiro e parece ser mais um daqueles casos em que a equipe juntou tudo, embalou para presente e jogou nos cinemas para ver se dava certo.
A história é a seguinte: Arthur Dent (Martin Freeman, de Simplesmente Amor) é um inglês típico que, inesperadamente, além de ter sua casa demolida, se vê sem mais nem menos pegando carona numa nave especial, uma das milhares que vieram para também demolir a Terra, planeta que estava no caminho de uma “freeway” intergaláctica. Além de Arthur, os únicos que conseguem se salvar são os golfinhos, donos, de acordo com o filme, da segunda posição no ranking dos animais mais inteligentes do mundo. Na divertidíssima seqüência de abertura, os primos de Flipper lançam-se ao espaço, agradecendo, educadamente, aos peixes que receberam ao longo dos tempos!
Assim, o herói (que tem como único superpoder ser comum) se vê de roupão (que o acompanhará durante todo o filme), sozinho no universo, acompanhado de um amigo no mínimo excêntrico. Ford Prefect (Mos Def, cantor norte-americano de hip-hop em seu primeiro papel de destaque) é um extraterrestre que estava na Terra como repórter do “Guia do Mochileiro das Galáxias”. O tal guia é um dispositivo parecido com uma agenda eletrônica que contém verbetes para praticamente toda e qualquer situação do viajante espacial. Lá se pode encontrar a descrição de galáxias, planetas, raças de alienígenas e todos seus respectivos comportamentos. Ao longo da projeção, diversas vezes o espectador recebe na tela uma explicação do guia (narradas por José Wilker a fim de reduzir o excesso de informações na tela, que segundo a distribuidora, prejudicariam o entendimento da história).
O elenco pode ser considerado um dos outros poucos pontos positivos do filme. Martin Freeman se sai bem e dá conta direitinho do recado. Quem deveria aparecer mais é John Malkovich (numa impagável sátira à religião). Mas quem diverte mesmo é Alan Rickman, que dubla o robô maníaco-depressivo Marvin (sem dúvida o melhor do filme).
A primeira adaptação de “O Guia do Mochileiro das Galáxias” termina sem deixar gostinho de quero mais. E não estranhe se um sentimento de vazio tomar conta de você ao final da projeção. O filme não acrescenta grande coisa mesmo.
Assistido em 06/06 (17h30) no Cinemark 7 do Shopping Praiamar - Santos/SP
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enviada por Rodrigo
13/06/2005 13:49
Menina dos Olhos
(Jersey Girl, EUA, 2004)
Gênero: Comédia
Duração: 102 min
Distribuidora: MGM
Elenco: Ben Affleck, Raquel Castro, Liv Tyler, Jennifer Lopez, George Carlin, Betty Aberlin, Matt McFarland, Sarah Stafford, Paul Litowsky
Diretor: Kevin Smith
Depois do medíocre “Contato de Risco”, em que Ben Affleck contracenou com Jennifer Lopez, ninguém mais botou fé no casal. Nem mesmo Kevin Smith, amigo do ator, que neste seu ultimo filme sequer divulgou a presença da atriz (ou cantora, sei lá). Se você olhar o pôster ou a embalagem do dvd (uma lupa ajudaria bastante) vai encontrar num cantinho qualquer uma referência bem tímida ao fato (mais chamativa, porém, do que sua aparição relâmpago nos cinco minutos iniciais do filme).
O enredo de “Menina dos Olhos” é simples. Ben Affleck é Ollie Trinkle, relações públicas de uma grande gravadora. Como um jovem bem-sucedido, Trinkle é dedicado em excesso ao trabalho e alimenta uma forte arrogância. Ele é casado com Gertie (Jennifer Lopez), com quem terá um filha em breve, mas devido a uma infeliz virada do destino, além de perder seu trabalho, Trinkle terá de criar sua filha sozinho.
Ele sai de Nova York e se muda para a casa do pai, em Nova Jersey, cidade à qual terá de se adaptar, além de enfrentar sua nova realidade e aprender a lidar com a condição de pai, o que demora um bocado. É lá que ele conhece Maya (Liv Tayler) e logo fica claro que a mocinha não é apenas uma simples atendente da vídeo-locadora do bairro.
Kevin Smith consegue transformar o trivial em algo muito prazeroso e gostoso de ser assistido. Ele consegue, inclusive, fazer com que Ben Affleck trabalhe de maneira satisfatória. Seu ar de canastrão parece ter diminuído um pouco e aqui ele não volta a fazer poses de machão em frente ao espelho (como no já citado “Contato de Risco”) conseguindo desenvolver seu personagem de maneira bastante satisfatória - muito embora por alguns poucos momentos ainda tente vender uma imagem de “homem mau” que mais uma vez não cola.
Liv Tyler continua especial e quando está em cena parece injetar ânimo e graça ao filme. O elenco ainda conta com a presença de Jorge Calling (de “Todo Mundo em Pânico 3”) como o pai de Affleck (se saindo muito bem, obrigado) e Jason Biggs que por alguns momentos ainda parece estar influenciado por seu eterno personagem de “American Pie”. As participações especiais ficam por conta de Matt Damon, Jason Lee e Will Smith (todos amigos próximos do diretor).
“Menina dos Olhos” é daqueles filmes de inicio, meio e fim. Não é inovador, não acrescenta muita coisa, mas nos conquista por ser honesto e por vezes cativante (como a pequena atriz Raquel Castro). Pode até mesmo parecer “esquecível” e ser enquadrado como outro filme Hollywodiano de final feliz. Não, não é o melhor filme da trupe de Mr. Smith. Mas qual o problema disso?
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enviada por Rodrigo
22/05/2005 17:01
A Queda! As Últimas Horas de Hitler
(Der Untergang, Alemanha, Itália, 2004)
Gênero: Drama/Guerra
Duração: 150 min
Distribuidora: Playarte
Elenco: Bruno Ganz, Alexandra Maria Lara, Corinna Harfouch, Ulrich Matthes, Juliane Köhler, Heino Ferch, Christian Berkel, Matthias Habich
Diretor: Oliver Hirschbiegel
“A Queda! As Últimas Horas de Hitler” chegou ao Brasil no exato momento em que o mundo comemorava os 50 anos do fim da II Guerra Mundial. Um bom momento para se conhecer a história, deve ter pensado a Playart, distribuidora do filme. Mas a verdade é que para muitos, o fantasma do nazismo ainda não desapareceu por completo e eis um bom momento para se refletir um pouco sobre a história.
Boa parte dos alemães acusou o diretor Oliver Hirschbiegel e o roteirista Bernd Eichinger de tentar suavizar a imagem do Führer, o que nos mostra uma Alemanha ainda traumatizada por tais acontecimentos. Ao assistir a um trabalho tão honesto como este, fica difícil concordar com aqueles que pensam dessa maneira, afinal, um filme que mostra um líder condecorando crianças por lutarem na guerra (entre outras “coisinhas” mais) está longe de tentar canonizar a imagem de alguém.
A narrativa começa no meio de uma noite de novembro de 1942, quando um grupo de jovens mulheres é escoltado por oficiais das SS, através do bosque, até a Toca do Lobo, o QG de Hitler na Prússia Oriental. São candidatas ao cargo de secretária pessoal do Führer. Entre elas, está Traudl Junge, uma jovem de Munique, de 22 anos. Ela é escolhida para o trabalho, e a idéia de servir ao Führer pessoalmente a deixa radiante.
Há então uma passagem de tempo até abril de 1945. Os russos tomam Berlim deixando o exército alemão em pânico. No bunker instalado no subterrâneo da capital - uma caixa de cimento a prova de qualquer bomba - Hitler e seus principais assessores planejam ações militares para eliminar o inimigo, mesmo sabendo que a derrota está próxima.
O Führer está assustado, Eva Braun, sua namorada e depois esposa mantém a moral em alta dançando e cantando com os oficiais. Goebbels (ministro da propaganda) e sua mulher Magda trazem os seis filhos para o bunker na esperança de um milagre. Eles são protagonistas de cenas dignas de serem lembradas, mas não citadas (e que colocam em xeque a sanidade das pessoas ligadas ao nacional-socialismo alemão).
Brilhante a interpretação de Bruno Ganz, ator suíço, capaz de mesclar momentos de sanidade com acessos de fúria cuja explicação de Eva Braun reflete a honestidade do filme que insisto em frisar. “Há o Adolf e há o Fuhrer”, diz ela à secretária do marido. E o bacana do filme é justamente isso.
Baseado nas memórias de Traudl Junge (interpretada por Alexandra Maria Lara) “A Queda! As Últimas Horas de Hitler” conta ainda com detalhes históricos do livro “Inside Hitler’s Bunker. The Last Days Of The Third Reich, do historiador Joachim Fest. O filme por algumas vezes pode dar a impressão de se perder entre aquilo que foi real ou não. Mesmo assim acredito que este seja o trabalho que mais se aproxima daquilo que foi um dos momentos mais tristes da história envolvendo uma das figuras mais sombrias da humanidade diante da morte e do fracasso. Vale a pena conferir.
Assistido em 21/05 (15h20) no Cinemark 9 do Shopping Praiamar - Santos/SP
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enviada por Rodrigo
24/04/2005 13:22
O Chamado 2
(The Ring 2, EUA, 2005)
Gênero: Terror
Duração: 111 min
Distribuidora: UIP
Elenco: Naomi Watts, Simon Baker, David Dorfman, Elizabeth Perkins, Gary Cole, Sissy Spacek, Ryan Merriman, Emily VanCamp, Kelly Overton
Diretor: Hideo Nakata
Não foi muito boa a minha primeira impressão de “O Chamado 2”. As cenas iniciais do filme me fizeram ter a sensação de que haviam transformado a excelente fita de Gore Verbinski num “terrorzinho” de quinta para adolescentes chatos. Toda a critica negativa para com a seqüência também me desanimou bastante - mas bastaram alguns detalhes aqui e ali para que eu me desse conta de que eu estava diante de um trabalho superior do que andaram espalhando por aí.
A má noticia é que o filme é inferior ao primeiro. Senti saudades do clima gélido e tétrico da produção – sem esquecer, é claro, de sua fotografia muito bem cuidada. Já a boa noticia é que essa versão americana é infinitamente melhor do que a original japonesa – seguindo assim o mesmo caminho de seu antecessor. Com efeitos especiais bem investidos, “O Chamado 2” não consegue ser melhor graças aos devaneios de seu diretor – o terror dá lugar ao riso, em especial, na cena do poço e no momento em que Naomi Watts mergulha na televisão (impossível não nos lembrarmos de “A Vida em Preto e Branco”, por exemplo).
A história é “digna” de seqüência mesmo: seis meses depois dos terríveis eventos que aterrorizaram Rachel Keller (Naomi Watts) e seu filho Aidan, os dois tentam deixar para trás as lembranças assustadoras de Samara e sua amaldiçoada fita de vídeo, mudando-se de Seattle para a pequena comunidade litorânea de Astoria, no estado do Oregon.
Rachel espera, assim, recomeçar a sua vida. Apesar do remorço e culpa de toda destruição que causou em “O Chamado”. Porém, ela não está com sorte e logo percebe, por meio das evidências, que Samara está de volta. Graças a um crime local, que incluem uma fita de vídeo, coincidentemente, a mesma em que a vingativa Samara está presente. Ela está mais determinada que nunca a continuar o seu incansável ciclo de terror e morte.
Em vez daquela pessoa obcecada consigo mesma e com a sua carreira, Rachel se transformou numa mãe zelosa. A ironia está no fato de que essa nova mãe torna-se exatamente o tipo de mãe que Samara anseia desesperamente. Para conseguir este amor, Samara pretende possuir Aidan e tornar-se filha de Rachel.
Esqueça as imagens da fita VHS porque elas mal aparecem. O filme não chega a causar grandes sustos, mas consegue prender a atenção do espectador causando certa apreensão (como nas cenas dos veados). A boa performance de Naomi Watts ajuda o bom desenvolvimento da história – fica evidente que sem ela essa seqüência certamente não renderia bons frutos. David Dorfman ganha mais espaço como Aidan e se sai bem (muito embora eu ache o garoto simplesmente irritante).
“O Chamado 2” decepciona por deixar em aberto diversas questões como o surgimento da fita maldita – o que nos deixa a impressão de que haverá realmente um terceiro volume da série. Poderia ter sido bem melhor, é verdade, mas mesmo assim é não é de todo ruim.
Assistido em 19/04 (18h00) no Cinemark 2 do Shopping Praiamar - Santos/SP
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enviada por Rodrigo
17/04/2005 14:58
O Clã das Adagas Voadoras
(Shi Mian Mai Fu, China, 2004)
Gênero: Drama
Duração: 119 min
Distribuidora: Focus
Elenco: Takeshi Kaneshiro, Andy Lau, Zhang Ziyi, Song Dandan Diretor: Zhang Yimou
O título em português pode até soar estranho e engraçado aos mais desavisados. Mas curioso mesmo é o fato da estréia desta produção chinesa de 2004, ter se dado apenas duas semanas depois da de “Herói”, do mesmo diretor. Um atraso inexplicável e desrespeitoso com o público que muitas vezes deixa de conferir a um determinado filme não por desinteresse, mas pelo descaso de determinadas distribuidoras – para se ter uma idéia, em Santos, onde moro, as estréias aconteceram no mesmo final de semana (vai entender!).
O cinema asiático vem nos surpreendendo cada vez mais. Enquanto o Japão tornou-se referência no gênero do terror, a China vem produzindo continuamente filmes com uma característica bem própria. Todas as riquezas de detalhes pelas quais eles já são conhecidos estão presentes em “O Clã das Adagas Voadoras”. Mas ao mesmo tempo em que somos surpreendidos por uma fotografia esplendorosa e por cenas de luta milimetricamente coreografadas, o filme peca por contar com um roteiro absolutamente vazio – com inúmeras reviravoltas criadas a fim de surpreender o espectador e que num determinado momento aborrecem bastante.
A história se passa no ano de 859. A Dinastia Tang está em declínio, após um período de grande riqueza na história chinesa. Porém, atualmente, o governo sofre com a corrupção, provocando inquietação e descrença na população e rebelando exércitos, em protesto. O maior e mais prestigioso deles, é uma aliança denominada O Clã das Adagas Voadoras. Este grupo trabalha sorrateiramente, roubando dos ricos para dar aos pobres e, assim, conquistam o apoio e a admiração das pessoas.
O clã há tempos tem sido um espinho para os representantes locais, seus inimigos rivais. Eles estão enfurecidos porque, mesmo depois de muita luta e da morte do chefe do Clã das Adagas Voadoras, o grupo continua a crescer. Sob a liderança de um novo e misterioso líder, ficam ainda mais poderosos. Dois capitães locais, Leo (Andy Lau Tak Wah) e Jin (Takeshi Kaneshiro) são enviados para capturar o novo líder do clã em dez dias.
O Capitão Leo desconfia que Mei (Zhang Ziyi), a linda dançarina nova do Pavilhão das Peônias, é, na verdade, a filha do antigo líder e pretende interrogá-la. Quando Mei se recusa a divulgar qualquer informação sobre o exército, os dois capitães tramam um novo plano. Desta vez, o Jin finge ser um guerreiro solitário chamado Wind e resgata Mei da prisão, conquistando assim a sua confiança e prometendo levá-la à base secreta do grupo.
Durante a viagem, eles sentem-se atraídos um pelo outro. Em pouco tempo, ela se apaixona pelo seu enigmático protetor, enquanto ele se surpreende por estar atraído pelo charme obstinado da bailarina. Jin e Mei passam apenas três dias juntos, mas durante esse curto tempo, eles se amam intensamente. Amor, Ódio, Paixão e Vingança. Assim é “O Clã das Adagas Voadoras”.
O diretor Zhang Yimou nos introduz a uma história de amor camuflada. Ele demonstra trabalhar muito bem com isso mas se perde de vez em quando transformando meia dúzia de momentos em cenas de extrema breguice – Jin no cavalo recolhendo flores para Mei parece ter sido retirado de alguma novela da mexicana Televisa. Mas isso não estraga o produto final – cenas como o jogo do eco, logo no inicio, nos fazem esquecer destes escorregões.
Cada elemento se completa harmoniosamente (fotografia, música, direção de arte). Com o elenco não é diferente. Zhang Ziyi repete a excelente performance de “O Tigre e o Dragão” e mostra-se a vontade para trabalhar com Takeshi Kaneshiro (uma espécie de Reynaldo Giannechini de olhos puxados). Os coadjuvantes também são de boa qualidade (sim, acredite).
“O Clã das Adagas Voadoras” não foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro a toa. Está aí um trabalho que merece ser assistido. Tem lá seus defeitos, mas trata-se de um espetáculo visual dos mais gratificantes de serem assistidos. O verdadeiro casamento de Romeu e Julieta.
Assistido em 09/04 (18h30) no Cinemark 7 do Shopping Praiamar - Santos/SP
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enviada por Rodrigo
10/04/2005 16:36
O Casamento de Romeu e Julieta
(O Casamento de Romeu e Julieta, Brasil, 2005)
Gênero: Comédia
Duração: 93 min
Distribuidora: Warner Bros.
Elenco: Luana Piovani, Luís Gustavo, Marco Ricca, Martha Mellinger, Mel Lisboa, Leonardo Miggiorin, Berta Zemmel, Renato Consorte
Diretor: Bruno Barreto
O cinema brasileiro não passa por um bom momento neste inicio de 2005. Faltam bons filmes e os poucos que já entraram em cartaz não vem obtendo um resultado satisfatório junto ao publico. Em relação ao mesmo período do ano passado, o que vemos é um declínio acentuado de arrecadação. Há apenas um nacional entre os 10 mais assistidos do ano e mesmo assim muito aquém do que poderia arrecadar. Parece que até mesmo a Xuxa vem sentindo uma certa dificuldade em atrair seu público.
“O Casamento de Romeu e Julieta”, de Bruno Barreto, era a esperança de se mudar este quadro para melhor. Mas parece que não vai ser assim tão fácil. Primeiro porque a fita é sem graça mesmo e segundo porque se espalhou rápido a noticia de que o melhor da história era contado no trailer. Mas misturar futebol com romance foi sem dúvida a melhor idéia para levar ambos os sexos ao cinema. E se não fosse o elenco coadjuvante, a coisa poderia desandar muito mais.
O filme se firma na velha idéia de que os opostos se atraem. Julieta (Luana Piovani) se apaixona por Romeu (Marco Ricca) e eles acreditam que foram feitos um para o outro, se não fosse um pequeno detalhe: ambos torcem para times rivais. Ela é filha de Alfredo Baragatti (Luis Gustavo), advogado descendente de italianos, palmeirense fanático, membro do Conselho Deliberativo do Clube. Seu amado é um oftalmologista, viúvo, porém corinthiano roxo.
Decididos a levarem este amor às últimas consequências, Romeu aceita fingir ser palmeirense para não perder Julieta e, muito menos, criar conflito com Baragatti. Porém, isto pode lhe custar o amor e o respeito de sua família corinthiana, composta por seu filho Zilinho (Leonardo Miggiorin) e da Avó Nenzica (Berta Zemel). Enquanto isso, Julieta precisa driblar as desconfianças de seu pai e enfrenta a oposição do Conselho Deliberativo do Palmeiras à criação de um time de futebol de salão feminino.
Baragatti não é apenas um palmeirense, ele simplesmente odeia o Corinthians. Quando descobre a verdade sobre Romeu, conflitos pessoas e familiares explodem e fazem com que Julieta se veja dividida entre o amor do pai e a grande paixão de sua vida. É nesse momento que Luís Gustavo dá um verdadeiro show e passa a carregar o filme nas costas. É ele quem faz valer o ingresso do filme, assim como Berta Zemel, numa caracterização mais do que perfeita de uma velha senhora corinthiana. A participação de Renato Consorte como um veterano jogador do Palmeiras é um dos pontos altos da fita.
Todos esses coadjuvantes de primeira acabam ofuscando o casal principal. Luana Piovani não parece estar muito à vontade. Chega a ser visível a falta de química entre ela e Marco Ricca. Uma pena, especialmente por Luana, uma boa atriz, como já provou ser em “O Homem Que Copiava” de Jorge Furtado.
“O Casamento de Romeu e Julieta” é mais um filme nacional regular e por vezes frustrante que pode ser muito bem assistido em DVD. Que os próximos trabalhos brazucas sejam mais interessantes – se bem que não devemos esperar muita coisa de mais uma produção da Globo Filmes. Muito menos do primeiro filme com assinatura do SBT, agendado para entrar em cartaz em breve.
Assistido em 23/03 (17h20) no Cinemark 10 do Shopping Praiamar - Santos/SP
INDEX CINE - Minha Lista de filmes assistidos em 2005
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enviada por Rodrigo
28/03/2005 10:56
Robôs
(Robots, EUA, 2005)
Gênero: Animação
Duração: 91 min
Distribuidora: FOX
Elenco: Ewan McGregor, Halle Berry, Mel Brooks, Stanley Tucci, Dianne Wiest, Drew Carey, Jim Broadbent, Amanda Bynes, Jamie Kennedy, Paul Giamatti, D.L. Hughley, Jennifer Coolidge.
Diretor: Chris Wedge e Carlos Saldanha (co-diretor)
O mercado de filmes de animação vem crescendo muito nos últimos anos. Cada vez mais o intuito de superar a produção anterior vem se tornando o maior objetivo dos profissionais que trabalham nessa área. Proporcionar um grande espetáculo visual sem esquecer da qualidade da história e da composição dos personagens. Atrair e divertir o público infantil sem deixar de agradar aos adultos que os acompanham. Não, a tarefa não é das mais fáceis.
“Robôs”, longa animado dos mesmos criadores de “A Era do Gelo”, chega aos cinemas brasileiros com um número estarrecedor de cópias dubladas e com um apelo de marketing surpreendente. Tudo para disfarçar a fragilidade de seu conteúdo. Chris Wedge e Carlos Saldanha derrapam feio naquele que tinha tudo para ser o melhor filme de animação do ano. Roteiro fraco, situações fúteis e sem a mínima graça contribuem para um resultado muito além do esperado e fazem com que o filme seja apontado ao final da projeção apenas como um belo espetáculo visual – e isso graças ao tema abordado.
Arquitetura moderna e os meios de transporte projetados com tecnologia de última geração é o que se espera no futuro. Essa época já chegou em Rivet City, onde Robôs são como humanos: indivíduos únicos e com personalidades distintas. Um deles é Rodney Lataria, um esperto inventor que trabalha lavando pratos junto com seu pai. Seu maior desejo é ir para Robópolis e conhecer seu ídolo, o Grande Soldador, que provavelmente ficaria encantado com todas as suas criações.
Encorajado pelo pai, Rodney decide partir para a grande cidade e realizar seu sonho. Ele pega um trem e, ao chegar lá, descobre que as coisas não são tão fáceis como pensava. Uma das primeiras pessoas que ele conhece em Robópolis é Manivela, um recepcionista de turistas que tira fotos, vende cartões postais e apresenta ao recém-chegado a estrutura do lugar. Com as dificuldades aumentando, Rodney passa a conviver com os Enferrujados, um grupo de robôs de rua que realmente sabe como sobreviver na cidade. Juntos, eles arrumam confusões, mas o robô inventor não desiste tentar conhecer o Grande Soldador (o que obviamente acaba acontecendo).
Clichês transbordam em “Robôs” – um monte de personagens bonzinhos e oprimidos unidos contra o gigante mau e opressor, por si só, já é algo super batido, certo? Agora inclua mentalmente mais uma dúzia de situações do tipo e você terá todo o roteiro do filme esquematizado na sua cabeça. Para finalizar, acrescente duas ou três piadinhas de péssimo gosto ao estilo “A Praça é Nossa”.
Lamentável a escolha de Reynaldo Giannechini para a dublagem do personagem principal (não há uma harmonia entre ele e Rodney). Por outro lado, é muito boa a participação de André Mattos como o amalucado Manivela. Marina Person e o restante até que convencem – mesmo que levemente.
“Robôs” talvez funcione um pouquinho melhor em DVD. Decepcionante ao extremo, deixa em aberto o posto de melhor animação do ano para “Madagascar” que logo vai estar pintando nos cinemas.
Assistido em 22/03 (18h30) no Cinemark 8 do Shopping Praiamar - Santos/SP
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enviada por Rodrigo
22/03/2005 23:01
Convite Para Um Homicidio
(Miss Marple: A Murder Is Announced, EUA, 2005)
Gênero: Policial
Duração: 95 min
Distribuidora: Telefilme da ABC
Elenco: Geraldine McEwan, Zoë Wanamaker, Robert Pugh, Keeley Hawes, Virginia McKenna
Diretor: John Strickland
A adaptação de um livro para as telas é sempre muito complicado. Dificilmente os leitores se agradam e raramente o resultado final, mesmo para aqueles que não tiveram contato com a obra, se torna satisfatório. Há casos em que o elenco também não ajuda e o roteiro muito menos. Trabalhar preso a uma idéia pré-concebida é difícil e são poucos os diretores capazes de agradar uma parte dos espectadores ansiosos por ver sua história favorita adaptada para o cinema.
É notória, por exemplo, a dificuldade de se transformar as obras de Agatha Christie em bons filmes. Já foram inúmeras as tentativas e poucos os resultados finais bem sucedidos. O melhor continua sendo “Assassinato no Expresso Oriente”, de 1974, que rendeu a Ingrid Bergman o Oscar de Atriz Coadjuvante. “Morte Sobre o Nilo”, de 1978, também agrada. O elenco conta com Bette Davis, Mia Farrow, Maggie Smith e David Niven. “A Maldição do Espelho”, de 1980, é estrelado por Elizabeth Taylor, Rock Hudson, Kim Novak e Geraldine Chaplin. O filme, porém mostra-se bastante irregular em seu decorrer.
São dois os principais personagens dos livros de Agatha Christie. O mais famoso deles é Hercule Poirot, um detetive belga que jamais recorreu a violência para solucionar seus casos. No cinema foi interpretado uma única vez por Albert Finney (que chegou a ser indicado ao Oscar pelo papel em “Assassinato no Expresso Oriente”). Peter Ustinov (o grande favorito pela maioria dos fãs da rainha do crime) viveu Poirot em “Assassinato Num Dia de Sol”, com Maggie Smith, de 1982; “Encontro Marcado Com a Morte” com Lauren Bacall, de1988; “Assassinato em Três Atos” com Tony Curtis, de 1986 e “Treze à Mesa” com Faye Dunaway, de 1985.
Nas pequenas aldeias costumam ocultar-se grandes paixões, capazes de cometer os piores crimes. No entanto, nessas enganosamente tranqüilas comunidades rurais também moram solteironas idosas, que, enquanto fazem crochê, observam tudo, e podem valer mais do que mil policiais juntos. O exemplo mais extraordinário disso é Miss Marple, tão sagaz como Poirot e mais modesta do que ele – uma espécie de reflexo da própria Agatha Christie. A atriz Joan Hickson mostrou-se sempre impecável na condução da personagem. Nessa versão de 2005 para a televisão norte-americana de “Convite Para um Homicídio” (um dos mais deliciosos quebra-cabeças da autora), Marple é vivida de maneira bem simpática por Geraldine McEwan.
A história gira em torno de um anúncio num pequeno jornal, convidando os moradores de um vilarejo a comparecer a uma determinada casa onde ocorrerá um assassinato. Imaginando tratar-se de uma grande brincadeira de mal gosto, muitas pessoas aparecem no local determinado – mas o que elas não imaginam é que os acontecimentos programados para acontecer ali estão longe de ser uma encenação.
Bem dirigido, bem interpretado e divertido de se assistir, “Convite Para um Homicídio” surpreende por ser uma boa adaptação (destaque para a cena de um colar de pérolas que se quebra e para a interpretação de Zoe Wanamaker como Letitia Blacklock).
Agatha Christie morreu aos 86 anos. Alem de Poirot e Miss Marple deixou mais de 7 mil personagens em 20 peças e 84 histórias de livros contados ao bilhões. Traduzidos para 103 idiomas, Agatha Christie vive no imaginário popular que abrigará para sempre detetives e velhas senhoras. Heróis da inteligência contra os vilões do mistério.
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enviada por Rodrigo
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